Timon planeja nova rodoviária, marina fluvial e expansão de ciclovias para 92 km

Plano apresentado ao prefeito Rafael Brito prevê ainda terminais de integração, estação fluvial, parques ambientais e mudanças no transporte público

Timon vai ganhar uma nova rodoviária, terminais de integração, marina fluvial, parques ambientais e 92 quilômetros de ciclovia. As obras estão dentro de um novo planejamento urbano que fazem parte dos sistemas de Mobilidade e de Áreas Verdes apresentados ao prefeito Rafael Brito pela Secretaria Municipal de Planejamento.

O projeto reúne intervenções para reorganizar a mobilidade e os espaços públicos da cidade nos próximos anos, conectando transporte coletivo, acessibilidade, segurança viária, arborização, iluminação pública e áreas de convivência. O prefeito ressalta que a intenção é transformar o planejamento em intervenções concretas ao longo dos próximos dois anos, algumas com recursos próprios e outras com apoio dos governo do Estado e da União.

Entre as propostas está a implantação de um terminal de transporte fluvial às margens do Rio Parnaíba, na região onde funciona a tradicional travessia de passageiros. Em outro trecho da margem do rio, na altura do bairro Flores, está prevista uma marina fluvial destinada ao uso público e também ao apoio de um grupamento do Corpo de Bombeiros. A estrutura deverá ampliar as condições de atendimento a ocorrências no Parnaíba, inclusive casos de afogamento.

O planejamento inclui ainda a implantação de parques ambientais e o aproveitamento de áreas verdes para lazer e convivência, associando preservação ambiental à ocupação dos espaços urbanos. “Estamos planejando a Timon que queremos para os próximos anos. Uma cidade não melhora apenas com obras isoladas. É preciso saber onde investir, como organizar os espaços e, principalmente, pensar em como cada intervenção vai melhorar a vida das pessoas”, afirmou Rafael Brito.

Nova rodoviária e integração do transporte

Uma das principais propostas é a construção de uma nova rodoviária no Bairro Bela Vista, próximo ao Rodoanel. O plano também prevê terminais de integração e mudanças na infraestrutura destinada ao transporte coletivo. Atualmente, Timon conta com 11 linhas de ônibus.

A proposta é reorganizar o sistema e melhorar também a estrutura oferecida aos passageiros nos pontos de embarque e desembarque. Os novos abrigos deverão priorizar o conforto térmico dos usuários, especialmente diante das altas temperaturas registradas na cidade durante boa parte do ano.

“Queremos uma cidade em que as pessoas consigam circular melhor, seja de ônibus, de bicicleta ou a pé. Isso passa pelo transporte, mas também por calçadas acessíveis, sombra, segurança e espaços públicos bem cuidados”, disse Rafael Brito.

Ciclovias podem passar de 21 km para 92 km

A expansão da malha cicloviária é uma das mudanças de maior dimensão previstas no planejamento. A proposta é fazer Timon passar dos atuais 21 quilômetros de ciclovias para 92 quilômetros, mais de quatro vezes a extensão existente hoje. A obra vai conectar toda a área consolidada da zona urbana, de norte a sul e de leste a oeste.

A ideia é que os novos trechos não funcionem de forma isolada. O projeto prevê ciclovias interligadas a bicicletários e pontos de ônibus, criando condições para que diferentes meios de transporte sejam utilizados em um mesmo deslocamento. Também estão previstas ampliação e melhoria das calçadas, arborização e reforço da iluminação pública ao longo dos percursos.

Ruas, calçadas e segurança

O planejamento inclui ainda a revitalização das principais vias da cidade, reforço da sinalização horizontal e vertical e mudanças em cruzamentos para aumentar a segurança de pedestres e ciclistas.

Faixas de pedestres com sinalização sonora estão entre as soluções propostas para ampliar a acessibilidade. O projeto também prevê melhoria das calçadas, criação de áreas de sombreamento e ampliação da arborização urbana.

As propostas integram o planejamento territorial de Timon e deverão orientar a definição das intervenções prioritárias e dos projetos que poderão ser executados pelo município. Limma destaca reconhecimento inédito de comunidade tradicional pelo Incra para inclusão na reforma agrária no Piauí

Medida alcança 123 famílias de quebradeiras de coco do Território Santa Rosa, em São João do Arraial

O Território Tradicional Quebradeiras de Coco Santa Rosa, em São João do Arraial, no Piauí, tornou-se o primeiro do Brasil reconhecido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para fins de inclusão no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). A medida alcança 123 famílias que vivem e trabalham em uma área de 1.162 hectares e têm no extrativismo do babaçu uma importante fonte de renda.

Com a Portaria nº 2.149, de 20 de agosto de 2026, o Incra também autorizou o início da análise das unidades familiares para verificar quais poderão integrar a Relação de Beneficiários do programa.

O deputado estadual Francisco Limma (PT), que acompanha há anos as reivindicações das quebradeiras de coco, destacou a importância da decisão para as famílias da comunidade. “Com o reconhecimento, abre-se a possibilidade de essas famílias acessarem políticas destinadas aos beneficiários da reforma agrária, como crédito, assistência técnica e apoio à produção. É uma conquista que dá mais força a uma luta construída há muitos anos”, afirmou.
A medida também representa uma mudança na forma como o Incra passa a atender povos e comunidades tradicionais. “É uma quebra de paradigma dentro do Incra”, define o perito federal territorial da Coordenação-Geral de Regularização Fundiária de Territórios de Povos e Comunidades Tradicionais do Incra, Paulo Gustavo.

Segundo ele, a atuação do órgão nessa área estava estruturada principalmente para projetos de assentamento e territórios quilombolas. A criação de uma estrutura específica para os demais povos e comunidades tradicionais amplia a possibilidade de atendimento a outros segmentos que ainda não contam com procedimentos próprios de identificação e delimitação de seus territórios.

Uma luta construída pelas quebradeiras

O deputadoa Limma atribuiu o avanço principalmente à mobilização das próprias quebradeiras de coco de Santa Rosa. “Essa vitória é fruto da luta e da resistência de mulheres que nunca abriram mão do direito de viver, trabalhar e preservar esse território”, disse.

Natural de São João do Arraial, o parlamentar mantém entre as pautas de sua atuação a agricultura familiar, o extrativismo do babaçu e a defesa dos direitos dos povos e comunidades tradicionais.

Santa Rosa já havia alcançado outro avanço importante em fevereiro de 2025, quando recebeu a titulação coletiva do território. O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) registra Santa Rosa como o segundo território coletivo de quebradeiras de coco regularizado no Brasil.

Além da importância econômica da atividade para as famílias, as quebradeiras mantêm conhecimentos tradicionais relacionados ao aproveitamento do babaçu e um modo de vida diretamente associado à conservação dos babaçuais.

 

Fonte: Ascom

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