Pesquisador do Ceará diz que um bom programa de atividade física traz resultados concretos para o emagrecimento

  Nos próximos dias 29 de maio a 1º de junho acontece o XIV Congresso Piauiense Científico da Federação Internacional de Educação Física – Delegacia Regional do Piauí  (FIEP-PI),a ser sediado no Setor de Esportes da UFPI, em Teresina. O evento grandioso deverá contar com mais de 600 congressistas de algumas áreas do conhecimento, como educadores físicos, nutricionistas, educadores, pedagogos, turismólogos, fisioterapeutas e profissionais liberais das artes, como bailarinos, dançarinos, e áreas afins, oportunizando aos professores e graduandos a troca de informações, cooperação e integração entre os participantes.

                Doze cursos, a 5ª Mostra de Dança, a 5ª Corrida de Rua e a apresentação de trabalhos científicos fazem parte da vasta programação do evento, disponível no site www.fiep-pi.com.br. Um dos cursos bastante importantes, especialmente para os profissionais e graduandos das áreas de educação física, nutrição e fisioterapia será o Curos 7 – “Educação Física e emagrecimento”, que será ministrado pelo Prof. Dr. Adriano César Carneiro Loureiro, do Ceará. Formado em educação física e Dr. em Ciências (Fisiologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele abordará em dois dias, 30 e 31 de maio, das 13 às 17 horas, na Sala de Dança do Setor de Esportes da UFPI, um curso teórico, cujo objetivo é tentar esclarecer ou mostrar estrategicamente o passo a passo para um programa de emagrecimento bem feito. Segundo ele, o correto não é sair por aí se exercitando e fazendo atividade física, na verdade a pessoa tem que conhecer o processo desde a avaliação inicial adequada, pois nem todo mundo pode fazer qualquer tipo de atividade física. “Tem que entender os processos de consumo de oxigênio e a importância disso no metabolismo e, obviamente, fazer a abordagem em relação ao tipo de treinamento mais adequado e como ele pode ser utilizado para o emagrecimento saudável”, explicou.

Quando alguém pensa em emagrecer e mudar hábitos imediatamente alia esse propósito a uma atividade física. O professor Adriano explicou que a literatura é consensual na questão da prática de atividade física tanto a prevenção como para o tratamento do sobrepeso e da obesidade. “Todos os trabalhos publicados são, praticamente, unânimes em dizer que o exercício aliado a uma boa alimentação são fatores ideais para se conseguir ter benefícios na manutenção do peso corporal, ou seja, o peso corporal considerado adequado para a saúde dos indivíduos”.

Atualmente, a síndrome do sobrepeso e da obesidade tem crescido no mundo, incluindo no Brasil; os dados atuais indicam que mais de 50% da população brasileira está com algum nível de sobrepeso ou obesidade. Para o Dr. Adriano, boa parte da população  busca uma atividade física orientada, que deve ter como objetivo o tratamento e a prevenção da obesidade. “Existem algumas avaliações que precisam ser realizadas antes do início da atividade física, o adequado é primeiro uma avaliação clínica feita por um médico, sendo o primeiro passo para que a pessoa observe seus níveis bioquímicos de sangue, o estado de saúde do coração, entre outros. Depois disso, uma avaliação com o profissional de educação física que fará um anamnese, para ter noção do estilo de vida do indivíduo e a avaliação física, a qual se determinará níveis de aptidão física do indivíduo e de antropometria também para saber como está o percentual de gordura, como está o nível de força, flexibilidade, aptidão aeróbia e a boa composição corporal, esses quatro fatores podem ser observados na avaliação física”.

        Mas por que com tudo isso, as pessoas continuam com sobrepeso, mesmo ainda em academias ou fazendo atividades físicas programadas? O professor Adriano responde que é por que o emagrecimento é multifatorial, portanto, não depende só do exercício. “Por exemplo, pessoas que passam boa parte do dia sentadas e no final do dia vão se exercitar são classificadas como indivíduos insuficientemente ativos, ou seja, o estilo de vida no dia a dia também influencia no gasto calórico, além disso a prática de exercício físico e uma alimentação balanceada influenciam. As pessoas não têm muita noção nutricional e consomem um ou outro alimento achando que não é muito calórico e acaba que é. Além disso, o emagrecimento também tem componente genético, sendo que algumas pessoas podem ter o gene da obesidade o que contribui para o desenvolvimento do sobrepeso e alguns distúrbios hormonais que também acometem alguns indivíduos podem influenciar. Outro fator que compromete o emagrecimento é psicológico, como o estresse do dia a dia… muita gente relaxa um pouco mais quando tem acesso ao alimento, momento quando o indivíduo libera alguns hormônios que dão uma certa sensação de calma, um estágio que de certa forma minimiza um pouco o estresse, então o emagrecimento é uma questão não tão simples”, explicou.

                Ele também explica que tem a questão metabólica. “Existem indivíduos com metabolismo um pouco mais acelerado que de outros e isso tem muito a ver com a composição corporal: quem tem mais massa magra tem o metabolismo um pouco mais acelerado; quem tem mais massa gorda tem mais dificuldade em perder peso e, além disso, existe o treinamento bem orientado, adequado para cada indivíduo, então quando se tem um bom profissional que consegue desenvolver uma estratégia de treinamento com o indivíduo que queira emagrecer adequadamente é óbvio que os resultados serão mais satisfatórios”, assegura o Dr. Adriano Loureiro.

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