Mais de 350 mil ovos de Aedes aegypti foram eliminados este ano

Borracharias, sucatas, hortas comunitárias, cemitérios e imóveis abandonados são alguns locais com maior propensão à proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da zika, dengue e chikungunya. Por isso, a gerência de Zoonoses de Teresina realiza um trabalho específico nestes locais, onde já recolheu mais de 350 mil ovos do mosquito só em 2019.

Teresina possui atualmente mais de 1.200 locais monitorados, que são conhecidos como Pontos Estratégicos (PE) e estão em todas as regiões da cidade. Segundo a Gerência de Zoonoses, que é vinculada à Fundação Municipal de Saúde, até o dia 15 de março deste ano, 350.989 ovos foram retirados destes locais, sendo 127.638 na zona Norte; 106.695 na zona Sul; 74.934 na zona Leste e 41.722 na zona Sudeste.

Estes pontos são escolhidos pelos médicos veterinários da Gerência de Zoonoses, que coordenam um trabalho de monitoramento dos eventuais acúmulos de água e ovos do Aedes aegypti. O monitoramento é feito com o uso de armadilhas chamadas ovitrampas, que atraem a fêmea do mosquito para a postura de seus ovos. “Sabemos que a fêmea na sua fase adulta dura em torno de 42 dias, e embora ela produza ovos de uma vez a postura é feita gradualmente, então precisamos fazer o esgotamento desteS ovos toda semana”, explica a gerente Oriana Bezerra.

“Se nós considerarmos que esses ovos não se tornarão adultos, com esta ação nós retiramos de circulação uma grande quantidade de possíveis larvas e vetores na sua fase adulta”, esclarece a gerente. O trabalho é complementado com o uso de larvicida e também do UBV, que como explica Oriana Bezerra é uma máquina pulverizadora de inseticida. “Além disso, fazemos um trabalho educativo com os proprietários destes locais, com orientações e esclarecimento de dúvidas”, complementa.

População

Oriana Bezerra alerta que o trabalho da gestão pública em combater o Aedes aegypti deve contar ainda com a contribuição da população, que deve estar atenta para evitar o acúmulo de água em suas residências. “A principal arma de combate ao Aedes aegypti é a prevenção, que começa dentro das nossas casas. Atitudes corretas em nosso dia a dia são essenciais para a redução dos casos de dengue, zika e chikungunya em nossa cidade”, lembra a gerente.

LEIA TAMBÉM