CAPS Infantil realizou mais de 8 mil atendimentos em um ano

Centro atende crianças e adolescentes de até 18 anos de idade

Há um ano, Teresina recebia um centro dedicado exclusivamente ao tratamento em saúde mental de crianças e adolescentes. O Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) Dr. Alexandre Nogueira já realizou mais de 8 mil atendimentos às famílias, crianças e adolescentes  e acompanha, no momento, 243 meninos e meninas de Teresina.

Em funcionamento desde setembro de 2017, o CAPSi já realizou 8.524 atendimentos em Teresina. Foram atendidas 282 famílias, realizados 2.106 atendimentos individuais, 2.298 atendimentos familiares, 2.777 atendimentos em grupo e 1.061 atendimentos médicos.

O CAPSi tem seu atendimento direcionado para crianças e adolescentes de até 18 anos de idade, com casos diversos de transtornos mentais e também problemas com o uso de substâncias psicoativas. O acesso é por demanda espontânea: o familiar pode levar seu filho para ser atendido pela equipe, que faz uma triagem e uma avaliação, onde serão constatadas suas necessidades físicas, mentais e sociais.

O acompanhamento é feito por uma equipe multidisciplinar, formada por psiquiatra, psicólogo, enfermeiro, assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, nutricionista, cuidadores, redutores de danos, técnico em enfermagem, artesão, entre outros profissionais. “Em suas especificidades, o centro possibilita cuidado integral e de qualidade, ofertando atendimentos individuais, em grupo, atividades externas, acolhimento às famílias, possibilitando o vínculo afetivo e social desse público com a sociedade em geral”, diz a coordenadora Sayonara Lima.

Um dessas crianças beneficiadas é Francisca Cecília, de quatro anos. Sua mãe Magda Carvalho frequenta o CAPSi há alguns meses, e diz que já sente melhorias no quadro geral da menina.  “Aqui ela melhorou 100%. O atendimento é ótimo e ela descarrega suas energias”, conta a mãe. Larisse Maria da Silva diz que seu filho Francisco Artur, autista, também apresentou melhorias desde que passou a frequentar o centro há um mês. “Mesmo sem interagir, quando ele vê as outras crianças correndo ele se abre e se diverte”, relata.

Dentre os adolescentes está André Gilliard, de 17 anos. Sua mãe Cristina da Silva relata que há um ano ele frequenta o CAPSi semanalmente, e faz terapia com psiquiatra, assistente social, nutricionista e psicólogo. Já Darkielly Oliveira, da mesma idade, comemora sua melhoria com o acompanhamento da equipe. “Estou muito grata, aqui é uma segunda casa pra mim e estou muito agradecida a todos os profissionais”, disse a jovem.

“O CAPSi veio para trazer uma atenção psicossocial de qualidade de fato para as famílias e usuários, onde as crianças e adolescentes que precisam podem contar com uma equipe multiprofissional qualificada e um atendimento de qualidade”, comenta Luanna Bueno, gerente de Saúde Mental da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

LEIA TAMBÉM